O evento contou com dez Grupos de Trabalhos sobre temáticas diversas da área da educação
Por
Alena Tavares/AGcom
O
segundo dia do Fórum Regional de Estudos e Pesquisas em Linguística Aplicada
(FEPLA) foi voltado à pesquisa. Durante a manhã de sexta-feira (6) houve
apresentação de artigos nos Grupos de Trabalhos (GT’s), com o objetivo de
tornar públicas as investigações científicas realizadas nessa área. O Fórum foi
organizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Linguística Aplicada da
Universidade Federal do Amapá.
Ao
todo, houve dez GT’s: “Discurso, Gênero, Sexualidade e Educação”, “Tecnologia e
Ensino”, “Representatividades Identitárias-Culturais e Discursivas”,
“Letramento Acadêmico: Contribuições da Abordagem Sociorretórica dos Gêneros”,
“Discurso e Tecnologias”, “Práticas Discursivas-Identitárias e (Inter)culturais
nos materiais didáticos de língua portuguesa: visões a partir da análise
crítica do discurso”, “Movimentos Retóricos em Gêneros Extraescolares”, “Documentos
oficiais de língua portuguesa e ensino de língua materna: Debates para além da
normatização”, “Diversidade Religiosa e Cultural na Amazônia” e “Formação
inicial Crítico-reflexiva de professores de língua estrangeira”.
Cada
Grupo de Trabalho teve a apresentação de oito artigos e teve a mediação de um
professor especialista na linha temática. O GT intitulado “Discurso, Gênero,
Sexualidade e Educação” foi o mais procurado entre os participantes, contando
com a mediação da professora doutora Martha Zoni. O objetivo foi discutir sobre
pesquisas que estejam alinhadas à Análise do Discurso de Linha Francesa (ADF) e
Análise Crítica do Discurso (ACD), que tratam da questão da produção de
sexualidades, gênero, afetividade e corpo em diferentes sociedades e momentos
sócio-históricos.
A
estudante Naiane Ribeiro, que participou do FEPLA, aprovou o evento e os temas
escolhidos: “eu vim ao FEPLA para adquirir conhecimento, sou estudante de
história e quando soube do evento fiquei muito animada, eu sempre quis entender
melhor essa questão de gênero e sexualidade na educação pra quando fosse
professora pudesse trabalhar melhor esse assunto com os meus alunos, as
temáticas tratadas aqui ampliaram meu modo de ver, finalmente entendi a
diferença entre os termos gênero e sexualidade, percebi hoje que a mulher é a
que mais sofre nesse sentido”, concluiu.
Outro
GT que chamou a atenção dos
participantes foi “Diversidade Religiosa e Cultural na Amazônia”, coordenado pelo
professor Marcos Vinicius Reis, do curso de Relações Internacionais. A ideia
era debater a pluralidade da diversidade cultural da Amazônia, abordando os festejos,
músicas, danças, religiosidades, questões de gênero, raça, etnia, movimentos
sociais, dentre outras expressões artísticas da região. Para Felipe Silva, participar
do FEPLA foi uma experiência enriquecedora. “Foi através dos trabalhos
apresentados aqui que pude descobrir sobre a infinidade de culturas que existem
dentro da Amazônia e sua importância para região, afinal somos todos
brasileiros”, elogiou.
O FEPLA encerrou com uma programação
cultural, que incluiu apresentação de música ao vivo, e com a palestra “Educação
e literatura: intercursos entre letramento literário e a linguística aplicada”,
ministrada pela professora doutora Regina Lúcia da Silva.
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