sábado, 7 de outubro de 2017

Fórum Regional de Estudos e Pesquisas em Linguística Aplicada apresenta resultados à sociedade amapaense

O evento contou com dez Grupos de Trabalhos sobre temáticas diversas da área da educação


Por Alena Tavares/AGcom


O segundo dia do Fórum Regional de Estudos e Pesquisas em Linguística Aplicada (FEPLA) foi voltado à pesquisa. Durante a manhã de sexta-feira (6) houve apresentação de artigos nos Grupos de Trabalhos (GT’s), com o objetivo de tornar públicas as investigações científicas realizadas nessa área. O Fórum foi organizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Linguística Aplicada da Universidade Federal do Amapá.

Ao todo, houve dez GT’s: “Discurso, Gênero, Sexualidade e Educação”, “Tecnologia e Ensino”, “Representatividades Identitárias-Culturais e Discursivas”, “Letramento Acadêmico: Contribuições da Abordagem Sociorretórica dos Gêneros”, “Discurso e Tecnologias”, “Práticas Discursivas-Identitárias e (Inter)culturais nos materiais didáticos de língua portuguesa: visões a partir da análise crítica do discurso”, “Movimentos Retóricos em Gêneros Extraescolares”, “Documentos oficiais de língua portuguesa e ensino de língua materna: Debates para além da normatização”, “Diversidade Religiosa e Cultural na Amazônia” e “Formação inicial Crítico-reflexiva de professores de língua estrangeira”.

Cada Grupo de Trabalho teve a apresentação de oito artigos e teve a mediação de um professor especialista na linha temática. O GT intitulado “Discurso, Gênero, Sexualidade e Educação” foi o mais procurado entre os participantes, contando com a mediação da professora doutora Martha Zoni. O objetivo foi discutir sobre pesquisas que estejam alinhadas à Análise do Discurso de Linha Francesa (ADF) e Análise Crítica do Discurso (ACD), que tratam da questão da produção de sexualidades, gênero, afetividade e corpo em diferentes sociedades e momentos sócio-históricos.

A estudante Naiane Ribeiro, que participou do FEPLA, aprovou o evento e os temas escolhidos: “eu vim ao FEPLA para adquirir conhecimento, sou estudante de história e quando soube do evento fiquei muito animada, eu sempre quis entender melhor essa questão de gênero e sexualidade na educação pra quando fosse professora pudesse trabalhar melhor esse assunto com os meus alunos, as temáticas tratadas aqui ampliaram meu modo de ver, finalmente entendi a diferença entre os termos gênero e sexualidade, percebi hoje que a mulher é a que mais sofre nesse sentido”, concluiu.

Outro  GT que chamou a atenção dos participantes foi “Diversidade Religiosa e Cultural na Amazônia”, coordenado pelo professor Marcos Vinicius Reis, do curso de Relações Internacionais. A ideia era debater a pluralidade da diversidade cultural da Amazônia, abordando os festejos, músicas, danças, religiosidades, questões de gênero, raça, etnia, movimentos sociais, dentre outras expressões artísticas da região. Para Felipe Silva, participar do FEPLA foi uma experiência enriquecedora. “Foi através dos trabalhos apresentados aqui que pude descobrir sobre a infinidade de culturas que existem dentro da Amazônia e sua importância para região, afinal somos todos brasileiros”, elogiou.

O FEPLA encerrou com uma programação cultural, que incluiu apresentação de música ao vivo, e com a palestra “Educação e literatura: intercursos entre letramento literário e a linguística aplicada”, ministrada pela professora doutora Regina Lúcia da Silva.